Todo mundo tem direito a um dia de filósofo. Hoje é o meu. rs
Claro que nenhuma pretensão realmente filosófica há aqui. Apenas aglomeração de pensamentos soltos, múltiplos e claro, loucos.
Os dicionários trazem para o Amor as seguintes definições: afeição, compaixão, misericórdia, inclinação, atração, apetite, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo, libido, etc.
O conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém, ou com algum objeto que seja capaz de receber este comportamento amoroso e alimentar as estimulações sensoriais e psicológicas necessárias para a sua manutenção e motivação.
Eu, particularmente, não gosto muito dos conceitos. Sou meio do tipo que acredita que amor não se conceitua, não se define nem delimita. Amor é, como disse aquele cara esperto, “verbo intransitivo”, não requer preposição, complementação lingüística, coesão nem coerência. Acho até que o amor é o porto final para tudo que se designa como sendo alguma coisa.
O que mais me atraí no amor é a capacidade que ele tem de estar sem ser e de ser sem estar. Ok, explico: O amor muitas vezes está em nós, mas não é. Outras vezes ele é, mas não está em nós. Entendeu? Não? Ah! Isso é filosofia, meu bem. rs
Me lembrei agora que Platão dizia que o amor “é o desejo por algo que não se possui”. Tá certo seu Platão, o que o senhor me diz então quando termina a “caçada”, como vc mesmo definiu o amor, e o encontramos? O que passa a ser o amor? Mais caçada, caçada nova? Isso não se tornaria uma busca incessante? Não tiraria o sentindo mais nobre do amor que é “querer o bem e agir em prol”? O senhor era bem inteligente, mas concordo contigo nisso não.
Outra coisa que gosto no amor: Ele não é invasivo.
Para mim, o amor tem a ver com o nosso próprio caráter e, sobretudo, com a nossa permissão. Li outro dia que quando alguém perguntar pra você: “Por que você me ama?” A única resposta que deve ser dada é: "Porque você permitiu”. Adorei isso, porque é um fato. O amor é um pedir e consentir constante. O permitir é obrigatório para que o amor ocorra e se caracteriza na reciprocidade que dá início e aprofunda o afeto entre as pessoas.
O amor é direcionado a uma pessoa, porque ela, através de seus gestos, atitudes, palavras e até pensamentos, deu a outra a permissão para amá-la.
Amor e Liberdade
Já pensei muitas vezes que ficamos presos ao amor. Ledo, maravilhoso e imenso engano. O amor nos liberta. A liberdade existente no amor, e penas nele, vem da permissão outrora dada e preenche a nossa alma e corpo não por meses ou anos. A nossa alma é preenchida pelo amor eternamente, porque mesmo que ele esteja, mas não seja, ou seja, mas não esteja, ele permanece nas lembranças, nas memórias.
A textura, cor, tamanho, forma e cheiro do amor é algo individual. Cada um o sente da sua forma, fazendo dele o centro, a periferia ou apenas o pano de fundo das suas vidas.
Seja qual for a escolha, o que fica é que o amor é. O amor está. O amor permanece.
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