terça-feira, 10 de novembro de 2009

Post confuso...

Ainda que os dias sejam de aparente calmaria, a alma sente que nada está em plena paz como parece...
Mesmo não tendo como calcular os "danos", sei que eles existem e me sinto incomodada por eles. Algum tempo atrás eu li que devemos ter muito cuidado quando entrarmos na vida de uma pessoa. Eu acho que não aprendi ainda a ter esse cuidado...





"Ainda vai levar um tempo pra curar o que feriu por dentro, natural que seja assim, tanto pra você quanto pra mim...".


quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Meu ensaio sobre o amor

Todo mundo tem direito a um dia de filósofo. Hoje é o meu. rs
Claro que nenhuma pretensão realmente filosófica há aqui. Apenas aglomeração de pensamentos soltos, múltiplos e claro, loucos.

Os dicionários trazem para o Amor as seguintes definições: afeição, compaixão, misericórdia, inclinação, atração, apetite, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo, libido, etc.

O conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém, ou com algum objeto que seja capaz de receber este comportamento amoroso e alimentar as estimulações sensoriais e psicológicas necessárias para a sua manutenção e motivação.

Eu, particularmente, não gosto muito dos conceitos. Sou meio do tipo que acredita que amor não se conceitua, não se define nem delimita. Amor é, como disse aquele cara esperto, “verbo intransitivo”, não requer preposição, complementação lingüística, coesão nem coerência. Acho até que o amor é o porto final para tudo que se designa como sendo alguma coisa.

O que mais me atraí no amor é a capacidade que ele tem de estar sem ser e de ser sem estar. Ok, explico: O amor muitas vezes está em nós, mas não é. Outras vezes ele é, mas não está em nós. Entendeu? Não? Ah! Isso é filosofia, meu bem. rs

Me lembrei agora que Platão dizia que o amor “é o desejo por algo que não se possui”. Tá certo seu Platão, o que o senhor me diz então quando termina a “caçada”, como vc mesmo definiu o amor, e o encontramos? O que passa a ser o amor? Mais caçada, caçada nova? Isso não se tornaria uma busca incessante? Não tiraria o sentindo mais nobre do amor que é “querer o bem e agir em prol”? O senhor era bem inteligente, mas concordo contigo nisso não.

Outra coisa que gosto no amor: Ele não é invasivo.

Para mim, o amor tem a ver com o nosso próprio caráter e, sobretudo, com a nossa permissão. Li outro dia que quando alguém perguntar pra você: “Por que você me ama?” A única resposta que deve ser dada é: "Porque você permitiu”. Adorei isso, porque é um fato. O amor é um pedir e consentir constante. O permitir é obrigatório para que o amor ocorra e se caracteriza na reciprocidade que dá início e aprofunda o afeto entre as pessoas.
O amor é direcionado a uma pessoa, porque ela, através de seus gestos, atitudes, palavras e até pensamentos, deu a outra a permissão para amá-la.

Amor e Liberdade

Já pensei muitas vezes que ficamos presos ao amor. Ledo, maravilhoso e imenso engano. O amor nos liberta. A liberdade existente no amor, e penas nele, vem da permissão outrora dada e preenche a nossa alma e corpo não por meses ou anos. A nossa alma é preenchida pelo amor eternamente, porque mesmo que ele esteja, mas não seja, ou seja, mas não esteja, ele permanece nas lembranças, nas memórias.

A textura, cor, tamanho, forma e cheiro do amor é algo individual. Cada um o sente da sua forma, fazendo dele o centro, a periferia ou apenas o pano de fundo das suas vidas.

Seja qual for a escolha, o que fica é que o amor é. O amor está. O amor permanece.

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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Morro e não vejo tudo...

Ainda falta um pouco de vida pra viver e quando chegar a hora de morrer eu ainda não terei visto tudo...


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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Era feliz e não sabia.

A gente tem mania de reclamar de tudo. Mas chega uma hora, um dia, uma situação em que olhamos para trás e somos obrigados a admitir: Eu era feliz e não sabia!

Hoje estou com essa sensação. Depois de uma conversa com uma das piores pessoas que hoje eu vejo que conheci na vida, me vejo forçada a admitir que de fato, eu era feliz e não sabia.

Eu era feliz com os sentimentos e sofrimentos que tinha antes, com as verdades não ditas, com a relidade oculta...

Pouco importa as razões ou a total falta de razão do outro. Algumas coisas são simplesmente injustificáveis e infelizmente para mim, imperdoáveis.

Já aconteceu com você de alguém te ferir tanto, a ponto de você querer perdoar e não conseguir? Eu me sinto assim. Queria poder perdoar, esquecer, deixar pra lá e encarar como uma fraqueza ou até mesmo como uma doença, mas não tenho condições. Meu coração pede, consciência rejeita e eu escolho segui-la.

Você deve ter percebido que essa pessoa é alguém a quem amo. Acertou. Amo mesmo, mas isso não muda nada. O amor só serve pra uma coisa na vida: Nos fazer bem. Se não está servindo para esse propósito, deve sim ser relegado, superado e substituído.

Queria que essa pessoa entendesse a verdade sobre o que é amar, gostar e respeitar o outro. Gostaria que ao menos agora, que todas as máscaras caíram, todas as cortinas foram abertas, levasse a vida e os outros mais a sério.

Por mais estúpido e irracional que pareça, ainda quero que seja feliz. Mesmo sendo a pior pessoa com quem já tive o desprazer de conhecer e conviver, quero que seja feliz, que aprenda a dizer a verdade, a viver a verdade.

Oxalá as coisas sejam assim.

Hoje é o sepultamento de alguém a quem amo, de alguns sonhos, de lembranças boas e da conscientização de que tudo não passou de uma miragem.

Vou curtir meu luto, mas com a certeza de que nesse caso, ele não vai durar mais que dois ou três dias...

Quanto a mim, a vida segue. Os planos mudam e as palavras inexistem sobre isso.

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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Tempo.

Ando me sentindo estranha, querendo ficar calada, sozinha...

Acho que preciso desse tempo.


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terça-feira, 25 de agosto de 2009

Boa conversa

Que eu sou um ser que adora conversar, todo mundo sabe. Mas gosto especialmente de conversar com alguns dos meus amigos, os que mais gosto e de quem tenho sempre alguma coisa boa pra aprender,

Acabei de conversar com minha amiga Cida. Gosto dela e sinto muitas saudades da pessoa em questão, das nossas conversas na faculdade, das brigas sem motivo e da alegria de saber que sim, nós continuamos amigas. rs

Em mais uma conversa sobre "como vc tá", acabamos irremediavelmente, falando sobre sentimentos, coração, amores que vão e ainda ficam, essas coisas. Daí ela me mandou esse texto de Martha Medeiros por email. Cida sabe entender bem as coisas que eu falo em meio a um mundo de palavras. rs

A gente se dá bem, mesmo sendo totalmente diferentes e completamente certas de que a nossa visão de mundo, de vida e das coisas todas é a melhor. Mas é nas nossas diferenças que está a graça da amizade.


"Gaste seu amor. Usufrua-o até o fim. Enfrente os bons e os maus momentos, passe por tudo que tiver que passar, não se economize. Sinta todos os sabores que o amor tem, desde o adocicado do início até o amargo do fim, mas não saia da história na metade. Amores precisam dar a volta ao redor de si mesmo, fechando o próprio ciclo. Isso é que libera a gente para ser feliz de novo".

(Martha Medeiros)


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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Não acredito

Depois de sofrer dias e dias com dengue, fico boa e volto a minha vida normal. Tudo maravilhoso, né?

Não é. Acabei de prender os dedos na porta do carro. Não sei o que danado aconteceu pra eu perder a consciência daquela forma. Sim, pq somente inconsciente eu poderia ter fechado a porta sem tirar meus dedos antes.

Estão aqui, meus dois dedos inchados, sangrando e ficando roxo...Vou perder as unhas, fatalmente.

Eu simplesmente, não acredito.


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Sem dengue...

Finalmente, estou de volta ao trabalho.

Depois de curtir cama e remédios por mais de uma semana, agora to com vontade de fazer mil coisas e me deixar sem dormir por uns dias. Fazia muito tempo que não ficava tantos dias deitada. Mas a dengue realmente me derrubou.

Esses dias que passei doente, me serviram pra muitas coisas. Aprendi que a gente pode sim ser derrotada por um inimigo bem menor que nós (o mosquito da dengue, por exemplo), que amizades são mesmo a melhor coisa do mundo e que sim, tem amigo muito melhor e mais presente que família. Ah! Também descobri que Ana Helena é uma falsa. Não chegava nem perto de mim e ainda dizia que eu ia pegar “isso” nela. Falsa toda vida rs.

Hoje é segunda-feira e eu to num pique pra fazer dezenas de coisas. Espero que não seja apenas empolgação de fim de dengue.

Minha amiga Nanda, a noiva mais alucinada com casamento que eu conheço, me ligou logo cedo. Disse que tava querendo saber da minha vida, da minha dengue, do meu namoro. A verdade é que ela queria mesmo era falar do casamento, do amor dela, das flores da festa, do vestido, do apartamento. Ela ta surtando com a idéia de casar aos 40 kakakakakaka.

O casamento é no mês que vem e lá vou eu ser madrinha em Sucre, na Bolívia. Essa eu não perco por nada. Só estou com medo da gripe A. Mas vamos ao casamento da engenheira com o fazendeiro. Isso promete emoções fortes e muitas, muitas gargalhadas regadas a vinho. rs.


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domingo, 16 de agosto de 2009

Hospital

Estou desde sexta no hospital. Tô sofrendo muito, pq meu corpo inteiro dói, minha cabeça não para de doer e a febre e os vômitos completam o quadro.

O médico tá em dúvida se tenho dengue ou virose. Seja lá o que for, eu quero ficar boa logo. Não aguento mais hospital e muito menos a comida daqui.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Noite mais leve.

Apesar de não ter sono, me sinto um pouco mais tranquila.

Rolou uma festa de inauguração da casa nova da minha irmão hoje (detalhe:ela pintou a casa de rosa) e eu encontrei um povo de séculos atrás. Foi bom relembrar coisas vividas no passado, mas que trazem alegrias no presente, aquelas músicas que simbolizam tantas coisas, tanto sentimentos e tantas amizades feitas em volta de um violão...O tempo às vezes, é bem cruel, leva de nós coisas tão boas...

Ana Helena tá dormindo aqui e eu estou quase caindo da cama com computador e tudo, pq a folgada tá ocupando todo o espaço e ainda está com as duas pernas nas minhas costas. Espaçosa é ela. rs

Amanhã vai ser uma guerra pra eu acordar essa criança, dar banho, arrumar, dar café e levar pra escola às 07:30. Sempre achei uma coisa de quem não tem coração fazer essas pessoas tão crianças acordarem tão cedo.

Ah! Ela já sabe ler. Imagina essa criatura lendo tudo que aparece na frente dela e te forçando a sentar pra ouvir a leitura de quem só tá começando a descobrir o mundo das letras, palavras e frases...Ai ai. Haja vocação pra ser paciente, viu? Mas é tão lindinho vê-la aprendendo. rs

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